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Dia Internacional da Poupança

Segurança financeira leva consumidores a preservar poupanças mesmo quando têm dívidas

Conclusão do European Consumer Payment Report Portugal 2026, estudo da Intrum que acompanha a capacidade dos consumidores para pagar as suas contas e a evolução dos seus comportamentos financeiros.

Quase quatros em cada dez consumidores portugueses afirmam que poderiam utilizar as suas poupanças para liquidar a maior parte ou a totalidade das suas dívidas, mas valorizam a segurança financeira que lhes proporciona manter esse dinheiro guardado. Este dado consta do European Consumer Payment Report Portugal 2026 (ECPR), divulgado pela Intrum, e ganha particular relevância a propósito do Dia Mundial da Poupança, que se assinala amanhã, dia 31 de outubro.

Esta tendência é especialmente evidente no Alentejo, onde mais de metade dos consumidores (53%) partilha esta posição, enquanto nos Açores e Madeira a percentagem desce para 31%. O estudo revela ainda diferenças significativas entre homens (48%) e mulheres (29%), bem como entre gerações, sendo a geração dos “Boomers” os que mais valorizam a preservação das suas poupanças, com 44% a optar por não as utilizar para liquidar dívidas.

Os resultados evidenciam a importância atribuída pelos consumidores à existência de uma reserva financeira, mesmo quando enfrentam decisões sobre a gestão de compromissos e responsabilidades financeiras. A valorização da poupança acompanha uma evolução positiva dos hábitos declarados de preparação para situações imprevistas.

De acordo com o estudo, 72% dos portugueses afirmam colocar dinheiro de parte todos os meses para situações de emergência, destinado a dar resposta a situações como a perda de rendimentos. Esta percentagem representa uma subida de 12 pontos percentuais face aos 60% registados em 2025 e supera a média europeia de 66%.
Portugueses privilegiam a poupança mesmo quando exige sacrifícios

A poupança continua a assumir um papel central nas decisões de consumo dos portugueses. Segundo o ECPR, 65% dizem privilegiar a poupança, mesmo quando isso significa prescindir de bens ou experiências de que gostam. Esta percentagem supera a registada no ano anterior (63%) e está significativamente acima da média europeia (49%), evidenciando uma maior predisposição dos portugueses para poupar.

A preocupação com a criação de reservas financeiras surge num contexto em que os consumidores demonstram maior confiança na sua capacidade para enfrentar despesas inesperadas. Atualmente, 70% dos portugueses consideram ter capacidade para suportar uma despesa imprevista de 400 euros sem recorrer a crédito, face aos 57% registados no ano anterior. Esta confiança é mais elevada entre os homens (79%, face a 61% em 2025) do que entre as mulheres (59%, face a 54% no ano anterior) e entre os agregados familiares sem crianças (74%), quando comparados com os agregados com crianças (60%).

A confiança na gestão das despesas correntes também apresenta uma evolução favorável. 79% dos consumidores portugueses acreditam conseguir pagar todas as suas contas mensais, oito pontos percentuais, acima dos 71% registados em 2025, enquanto 80% afirmam ter capacidade para assegurar despesas essenciais, como alimentação e combustíveis.

«A poupança constitui uma ferramenta importante de segurança financeira, sobretudo num contexto em que os consumidores procuram estar preparados para enfrentar despesas inesperadas. Os resultados mostram que muitos portugueses valorizam a existência de uma reserva financeira, mesmo quando têm outros compromissos para gerir. O desafio está em encontrar um equilíbrio entre a poupança e o cumprimento das obrigações financeiras, evitando que dificuldades pontuais se transformem em situações de maior vulnerabilidade», afirma Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal.